quinta-feira, 28 de abril de 2016


Ontem comemoramos o primeiro mêsversário do nosso pequeno Urso (apelido carinhoso). Como é maravilhoso o sentimento de ver nosso príncipe crescendo e amadurecendo. Não vejo a hora de ele estar mais firme e conseguir brincar e até entender algumas coisas. Cada coisa no seu tempo, eu sei. Mas ainda temos muitos medo da fragilidade dele. 
Hoje o tempo virou, confesso que adoro o inverno. Essa brisa fresca que gira em torno de nós o tempo inteiro, é muito calorosa, por mais irônico que isso soe. Mas e o pequeno? E o medo de ele passar frio? Adoecer? 
Para protegê-lo, basta apenas agasalhá-lo bem? 
Na maternidade tive o prazer de ter ótimas pessoas para me auxiliar, mas a frase que me pega e me amedronta(acho que usei uma palavra muito forte para me expressar) é "O banho deve ser dado na hora mais quente do dia". 
- Gente, a hora mais fria do dia não chega aos pés da hora mais quente de hoje! E aí? 
O malabares e a velocidade pós banho que eu preciso ter e fazer, não é nada fácil para quem não tem experiência. Sorte de quem tem ajuda para esse momento, pois a toalha vai estar aberta na hora certa. Aqui, eu preciso fazer milagre. Manusear uma toalha que tem duas ou três partes, "sendo fraldas toalhas mais a toalha grossa como se fosse uma capa", realmente não é fácil, mas a gente tenta fazer e é preciso superar o recorde pessoal para ter sucesso nessa maratona. 
Ser mãe é simplesmente uma guerra diária, e grande parte dessas "lutas" não passam de superação pessoal dos medos. 
"Será que consigo?"
"Como isso é possível?"
"Não aguento mais esse choro!"
"Que dor!"
Dores. Alguém se lembra delas? Por que eu sim, mas elas já não me incomodam mais. Estão tão presentes no meu dia a dia que sinto como se fosse um bocejo. Sem importância, mas presente. 
Para ser sincera, me avisaram que não seria fácil, porém, eu não imaginava que ia além do que eu poderia fazer e mais... Não imaginava que eu seria capaz de tanto. 
Existe uma paciência dentro de mim, que eu não sabia que seria possível. 
Um amor que posso sentir aquecendo o coração e vai passando pelo corpo inteiro. 

Amor. 
Você já amou alguém? 
  

  

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Não somos mais um só? Vou chorar!

Ele não para de chorar, socorro! PARTE 2
Esse assunto está dando o que falar, não é mesmo? 



Na última semana eu sofri muito junto do meu filho, afinal, eu não sabia identificar porque ele estava chorando... Eu já havia tentado de tudo, fralda suja, calor, frio, banho quentinho, cólicas, massagem... Nada adiantava, até que identificamos os gases, dessa vez, eu simplesmente não sabia o que era e nem o que fazer. 
Meu marido disse:
-Deixa chorar, já tentamos de tudo, não tem nada incomodando. Logo ele vai cansar e vai dormir. 
Não o culpo por pensar dessa forma, afinal, crianças podem chorar por sono e ou por manha, mas o que ele ainda não sabia é que quando acontecer isso, o bebê será mais velho, já um recém-nascido não chora de graça,  realmente tem algo o incomodando. Acreditem, sempre tem algo errado!
Então vamos lá, nessa fase, eu já reparei que enquanto ele está mamando, ele fica olhando pra mim. Não igual há dias que ele olhava e logo ficava vesgo... Ele realmente olha para um determinado lugar. Quando não está me observando, e eu falo alguma coisa, ele imediatamente olha pra mim. Então ele já está enxergando, certo? 
Pra quem ainda não sabe, os bebês quando nascem, enxergam apenas vultos, como se tivesse uma nuvem na sua vista. E se repararem nos olhos deles parece que realmente tem  uma nuvem neles. Os olhos do meu filho já estão normais, sem essa nuvem. Então tudo indica que ele realmente está enxergando perfeitamente, certo? Corrijam-me se eu estiver errada, por favor. 

(Eu volto a repetir, sou mãe de primeira viagem e aqui só estou compartilhando as minhas experiencias. Não venho ditar com a voz da verdade ou algo do tipo, pois eu não tenho "cacique" pra isso).

Nessa fase, o bebê também começa a entender que ele está separado do corpo da mãe. Causando-lhe um certo tipo de insegurança e medo e, adivinhem como eles reagem a isso? 
Você acertou! 
CHORANDO, e MUITO! 
Sabendo disso, eu pensei que a melhor forma de trazer conforto e segurança para o meu príncipe, é fazendo com que ele se sinta dentro do útero novamente.

E eu fiz isso da seguinte forma: 

Esperei o meu neném dar aquela pausa rápida no choro, fiz um "charutinho" com o cueiro e liguei o som... Em questões de segundos o príncipe fechou os olhos e dormiu. Em questões de segundos (reforçando)... 3 exatos segundos e ele adormeceu!!!
Acredite se quiser e faça o teste você mesma. E não se esqueça de deixar um comentário pra mim aqui no blog, contando a sua experiência e/ou o resultado do teste. Se funcionou ou não, ok?
Aqui em casa deu certo e espero que possa ajudar a quem tentar. 

Um beijo grande. 

O vídeo com o som é esse: 


DÚVIDAS E SUGESTÕES 
Você pode me deixar um comentário abaixo ou pode me enviar um e-mail
eumamaemoderna@outlook.com

domingo, 24 de abril de 2016

Lactante também pode se vestir bem.

A mulher passa por um dilema terrível na hora de se vestir diariamente, mas ninguém avisa que na gestação essa é a parte mais terrível que existe e depois da gestação, vem a parte da amamentação e a questão da moda, continua pregando uma peça na cabeça das mamães, porém, felizmente, essa parte não é tão difícil quanto quando estamos na fase da gestação. 
Recebi uns pedidos de ajuda de mamães que estão amamentando e que estão passando dificuldades nessa hora, afinal, não queremos levantar a blusa e deixar a mostra a barriga que ainda não está bem perfeitas condições. E cá entre nós, tanto roupas especiais para gestante quanto roupas para lactantes o preço não cabe no bolso e muitas vezes não estão com fácil acesso, principalmente para quem mora longe das capitais. 
Então hoje vim apresentar uma dica simples que pode ajudar tanto para disfarçar aquele volume que continua tanto da região do abdômen quanto na região do quadril e principalmente, a facilidade para amamentar. 


A dica de hoje é a camisa, seja ela lisa, estampada ou jeans. 
A camisa foi minha grande aliada na gestação e parece que ela continuará comigo na amamentação, sem contar que é uma peça super fácil para fazer combinações e nos dá um ar de seriedade e respeito. Não é apenas uma questão pessoal, mas pela forma e funcionalidade com que a camisa foi criada e usada até os dias de hoje, porém nos dias de hoje e sou muito grata por isso, a camisa não tem mais uma regra e pode ser combinada com diversas peças que aparecem no mercado da moda, dando para as mulheres um leque recheado de opções e combinações para o seu dia a dia. 
A camisa além de proporcionar conforto ela é muito funcional na hora de amamentar, pois abrindo apenas uns botões, é possível que amamente o seu filho(a) sem deixar a barriga exposta. Para esconder o seio e não simplesmente escancará-lo pra fora, eu, coloco uma fraldinha de ombro para tampar enquanto preparo o meu filho para mamar, mas essa já é uma questão pessoal e cada pessoa tem a sua preferencia pessoal, o meu papel hoje é apenas a dica de moda e facilidade. 
Segue algumas dicas: 

 





Uma dica extra como um bônus de primeiro post sobre dica de moda:

Vestidos com abertura no busto,ou que tenham elasticidade o suficiente para que fique confortável na hora de tirar apenas um seio e você continue completamente vestida.  



Claro que as imagens são apenas para inspiração, não precisa seguir a risca como a apresentação, mas se joguem na ideia e divirtam-se com as produções e sintam-se lindas, não se esqueçam de se maquiar, arrumar o cabelo e deixar que a auto estima volte a reinar dentro de vocês!




quinta-feira, 21 de abril de 2016

ELE NÃO PARA DE CHORAR, SOCORRO!

foto: Théo, meu filho com sua roupinha de ursinho.


Quem é que nunca se desesperou quando o seu recém-nascido começa a chorar sem parar, o choro vai pegando um tom mais alto, até chegar à um choro de desespero, nós trocamos, damos de mamá, damos aquele banhozinho delicioso mas parece que nada funciona, nossos pequenos choram, choram e choram de um jeito ensurdecedor. Pra quem mora em prédio como eu, fico imaginando o que os vizinhos devem estar pensando "tem alguém esmurrando uma criança aqui no prédio", "meu deus, faça essa criança se calar, quero dormir, estou cansado". Pois é, eu também estou cansada, não sei se desisto e o deixo chorar até se cansar, ou se choro junto. Mas mãe sente uma dor no coração quando vê o seu filho chorando desesperado dessa forma. O que fazer? 

Como mãe jovem e de primeira viagem, tudo é completamente desconhecido e novo, então eu vivo no Google pesquisando e procurando alternativas antes da próxima consulta ao pediatra.
O meu filho, Théo que hoje completa 25 dias, desde a maternidade, nunca chorou por cólicas, sempre teve um soninho tranquilo, eu estava me sentindo abençoada por ter um filho tão calma e sempre agradecia a Deus por me manter nessa calmaria por tanto tempo, mas eis que chegou a 15 dias de vida e as coisas se transformaram aqui em casa, a partir das 18h até as 22h meu baixinho começava a chorar de tal forma que eu já não sabia como acalma-lo. 
E então, comecei a dar o famoso colikids pra ele, por recomendação do nosso pediatra. Mas ele não acalmava, demorava muito até que finalmente pegasse no sono. Após uma semana quando esse chororô virou rotina, resolvi dar o remedinho antes da cólica chegar, pra ver se ajudava, mas como todos os outros dias, nada funcionou... Aprendi então a fazer a massagem com as perninhas, sabem aquela massagem bicicletinha? Que ajuda na cólica e gases? Pois é, a minha massagem é muito parecida com essa e toda vez que dobrava as perninhas dele, vinha um punzinho e ele parava de chorar, aí depois de alguns segundos voltava a chorar, eu dobrava as perninhas é mais um pum... Até que percebi que estava medicando meu filho com remédio para cólicas mas na verdade eram gases, por isso não surtia efeito. Vamos experimentar luftal então? 30 minutos depois do remédio, já no peito novamente, meu filhote dormiu lindamente. 

Sempre ouvi a frase: não medicar antes de tentar de tudo e muitos que vão ler esse texto vão pensar que sou uma mãe desleixada que não tentou de tudo antes de dar o remedinho pra cólica, não é mesmo? (Já comecei errado, primeiro que eu tenho que exigir tanto assim de mim, no primeiro mês, afinal, ninguém vira exemplo de mãe da noite pro dia, isso leva tempo!!!!.... Segundo que ninguém tem que julgar ninguém, precisamos aprender a viver em um mundo onde olhar para o próprio espelho antes de apontar o dedo é fundamental.... Mas... Vamos voltar ao assunto) quem disse que eu não tentei de tudo? A diferença é que a massagem bicicletinha não funciona no meu filho, então o que foi que eu pensei? CÓLICAS! Certo? 
Pois é, eu estava errada! 
Até que não sou tão desleixada como pensaram! (Ok, vou me esforçar para não exigir tanto de mim mesma) 
Sabem aquela famosa frase:
"O que é bom pra você, pode não ser tão bom assim pra mim?" 
É isso o que acontece com o meu filho, a bicicletinha não funciona pra soltar os gases dele, é necessário outro tipo de massagem. Eu pego as duas perninhas dele, dobro o joelho e pressiono a barriguinha com a perna. (Deu pra entender? rs) 
É tiro e queda! Punzinho que não acaba mais... Porém só isso não funciona, ele não solta tudo, por isso complemento com o remedinho. Agora meu filho voltou a ter mais horas de sono, sem dor e sem choros desesperados. 

Ser mãe não é nada fácil, mas nunca pensei que fosse mesmo! Rs 


E vocês? Qual o problema que estão enfrentando com os seus filhos? 
Deixem um comentário aqui pra mim contando a sua história, vou adorar conhecer outras histórias, outras alternativas... Afinal, estou em constante aprendizado e isso vai durar o resto da minha vida! 
Um beijo no coração de cada mamãe, que Deus abençoe suas famílias! 

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Amamentação, um bicho de 7 cabeças?

Quero dividir um pouco da minha mini  experiência como mãe de primeira viagem e o meu medo com a amamentação.


Meu filhote está com 14 dias de vida, desde o dia em que nasceu, eu o amamento no peito... 
Nunca tive experiência com outras mães ou bebês RN, então tudo o que eu iria enfrentar era completamente novo, desconhecido e amedrontador, mas com a era INTERNET as coisas ficam um pouco mais fáceis (ou podem nos deixar loucas). 

Na maternidade tive acompanhamento de uma enfermeira incrivelmente fofa, que me auxiliou com muita paciência e cuidado. Ela me ensinou o jeito certo de dar de mama, como estimular o neném a continuar mamando quando estiver pegando no sono e etc.
Então, digamos que aprendi direitinho. No segundo dia de madrugada, ainda na maternidade, depois do bebê mamar bastante, ele abriu o berreiro, ficou mais de 1h chorando desesperadamente. Eu e meu marido já não sabíamos mais o que fazer, nesse momento haviam duas enfermeiras de plantão, duas enfermeiras bem chatinhas por sinal... Chamei uma delas e pedi ajuda, pois não sabíamos o que fazer, queríamos ser auxiliados (seria cólica? Seria o mamá apenas no peito que não era o suficiente? O que está acontecendo?). A essa altura eu já havia tentado dar mais peito, tentei ajudar com exercícios para cólica, nada adiantava.
A enfermeira disse "mãe, dá peito!" 

O meu neném não estava mais mamando, ele estava chupetando e eu já era ciente de que não era para o bebê chupetar o mamilo.

Então a enfermeira indicou "dê chupeta!" 
Eu sempre fui meio que contra chupeta, eu não queria dar chupeta para o meu filho com 2 dias de vida! Tinha que haver um jeito!!!

Fiquei então com o bebê no colo, fazendo carinho e me movimentando na medida do possível, afinal, após uma cirurgia, ficamos numa situação um pouco complicada, mas mãe dá um jeito para cuidar do seu filho. 

O neném acalmou, dormiu e eu o coloquei de volta no bercinho. Eu e o papai caímos no sono logo em seguida, afinal, era em média 3h da madrugada e estávamos exaustos com o chorinho dele no ouvido e a pressão da situação nos estressava.

Acordo então com alguns resmungos do bebê, olho para o marido que já está com o olho estalado e vermelho (coitado) e ele me informa que passou só uma hora e o choro aumenta, chamo a enfermeira novamente, peço ajuda, pois ele deveria estar com fome ou com cólicas e meu coração estava se despedaçando a cada berro de desespero do meu filho. A essa altura eu já estava dando o possível e o impossível pra não cair no choro junto com ele. 
A enfermeira me disse "Mamãe, o peito pode acalmar a criança!"

Então eu tive o meu primeiro surto de mãe...
Pedi pra enfermeira que ajudasse a resolver o problema do meu filho e não que acalmasse ele, pois se eu estivesse em casa, eu iria preparar o complemento pra ele, afinal, ele poderia estar com fome, porque meu peito ainda não produzia leite. 

Ela voltou então com a mamadeira e alimentou meu filho no quarto, ele mamou metade e capotou, dormiu tanto que poderia o mundo desabar que não abalaria o sono dele............ E elas queriam acalmar o bebê com chupeta! 
Pra completar a madrugada, tive de ouvir a seguinte frase:

"O colostro é como um prato de arroz e frango, fraco e não é o suficiente pra criança, o leite da mãe já é uma feijoada. Consegue entender a diferença?" 

Eu concordei pra que ela saísse logo no meu quarto, mas estava horrorizada com uma mulher que trabalha na maternidade falando algo desse tipo.

O colostro é fundamental para nossos pequenos, muitas vezes é importante dar o complemento pelo menos uma vez ao dia, mas não significa que o colostro seja um "frango com arroz" pelo contrário, ele é rico!!!!!!! É onde ficam os anticorpos que o neném precisa. (Frase da pediatra) 

Às 7h acordei pra dar de mama e trocar o neném e me senti em êxtase total, agora eu poderia alimentar o meu filho sem complemento, seria o meu corpo que alimentaria o meu filho, eu seria o alimento dele. Isso fez com que eu me sentisse completa, finalmente!!!!!!  
O bebê mamou e capotou novamente. 

E logo após isso, já em casa, descobri que meus seios estariam perto de explodir e que eu teria um relacionamento sério com a concha, pois era a única que aliviava as dores e tirava o excesso de leite, me proporcionando um pouco de conforto. Levei muitos banhos com a mesma, até que descobri que o uso do absorvente de seio na concha era uma MARAVILHA! Acabou os banhos e o cheiro de leite ao meu redor. Dei uma relaxada na pega no neném e meu mamilo sangrou, chegou a ficar insuportável dar de mamar por alguns dias, mas cuidando bem, com a pomada certa, higiene correta... Tudo voltou a ser prazeroso. 
Não precisei dar complementos ao meu filho, pois ele mamava bem, dormia bem e fazia as necessidades muito bem, então penso "no time que está ganhando não se mexe!" Certo? 

Como eu engordei um pouco DEMAIS na gestação, adotamos uma dieta completamente saudável em casa... 
Nossos pratos estão ricos em verduras, legumes, frutas, carne/frango grelhados, pouco sal... Estamos de parabéns! Afinal, depois de comer tanta coisa errada na gestação, nada melhor do que voltar à rotina de antes da gravidez.

Mas eis que o famoso baby blues me pega com força total, cheguei um estado de melancolia que eu não podia me olhar no espelho, que só de ver aquele reflexo na minha frente, me dava um aperto enorme no coração e eu voltava a chorar. 
Senti o afastamento do marido e me senti completamente sozinha, era eu e essa pequenina criaturinha indefesa que mal sabia dizer o que precisa. Eu fui enfraquecendo a cada dia, comecei a perder a fome, comia para não faltar nada pro meu filho, mas praticamente empurrava a comida pra dentro... No espelho eu começava a sentir meu corpo diminuindo, mas quando tirava a cinta, eu não reconhecia mais a textura dessa pele! Eu estava flácida, eu estava feia, com estrias, o umbigo horroroso e depois do banho ao passar creme, eu também sentia falta da pele firme nas pernas, nos braços... O que aconteceu com você, Fernanda? Onde você está? Quem é essa que apareceu no seu lugar? 

Lembra do meu peito cheio de leite? Pois é, de repente cadê? Murchos, caídos! 
Fazendo eu me sentir um lixo completo! 

Além da auto estima estar no chão por causa do corpo, do marido distante, ainda não poderia alimentar o meu filho! Ele passou a ficar MUITO MAIS tempo acordado, eu nem precisava mais apanhar pra acorda-lo de 3 em 3horas para mamar, pois com 2h de sono, ele já estava acordando pedindo pra mamar. 

O pior é que eu não sabia o que poderia estar acontecendo "era a minha alimentação? Era esse sentimento horrível que estava sentindo que poderia estar afetando o meu leite? O que vou fazer? Como vou alimentar o meu filho?".
Eu rezei, eu orei, eu até criei novos Deuses para me ajudar. Mas nada estava adiantando, até o dia que finalmente eu resolvi dar o complemento e sem duvida foi a pior sensação da minha vida, esterilizar tudo, esquentar a quantidade certa de água, misturar a quantidade certa de pó, aguardar a temperatura ideal... Cada passo era um soco na boca do estômago, eu me sentia fracassada.
Quando fui dar o complemento, meu filho recusou, não quis, chorou, jogou pra fora, meu desespero começou a aumentar e dei o peito pela 4ª vez em menos de 1h, na hora que ele se acomodou no peito, fechou os olhos e dormiu! 
Era só pra acalmar? Ele só precisava de mim pra adormecer? Aquilo me aqueceu por dentro, pude sentir uma força enorme dentro de mim, eu estava me reerguendo e meu marido estava ao meu lado nessa hora, eu me senti completamente amada, me sentia bem. E na próxima mamada, sabe o que aconteceu? Acordei com meus seios latejando de tão cheios, tive que começar a lembrar de todos os Deuses que eu pedi ajuda, pois eu tinha muito a agradecer. 

Moral da história? Eu não sei dizer rs, mas posso dizer por experiência própria que as mamães passam por muitos medos, inseguranças, desespero, explosão de amor, felicidade extrema, tristeza profunda em determinados momentos, solidão, alegria sem fim... Um mix de sentimentos a todo momento.... E acredito que o amor é a base de tudo para levantar de cada tombo e superar cada barreira que surgir. 
Ser mãe não é fácil, a gente vai se adaptando, moldando e aprendendo com a paciência que até mesmo na tempestade pode haver um arco íris!


Obrigada pela visita...
Fernanda Evangelista